Cronópios e Famas
Livros são como pessoas.Digo isso porque da mesma forma que algumas pessoas, alguns livros acabam nos marcando de forma definitiva.
Estava vadiando e então lembrei de um livro chamado Histórias de Cronópios e Famas, do Júlio Cortazar.
Um quimico argentino de barba me deu esse livro. Tanto o tal químico quanto o livro acabaram fazendo parte da minha vida.
Ainda nos tempos em que eu queria ser química, houve um dia em que esse químico, muito com ar de professor olhou pra mim e perguntou se era o que realmente queria: ser química.
Lembro que na época cheguei a me magoar com a pergunta, mas não, não era mesmo o que eu queria.
Hoje sou quase designer e posso dizer que sou muito mais feliz.
Conversávamos muito sobre literatura, poesia e arte, então ele me deu de presente o tal livro. Paguei o maior mico na época, devolvendo o livro por achar que me havia sido emprestado.
O livro faz distinção entre cronópios e famas, mas creio que todo mundo é hora cronópio e hora fama.
Cronópiopio.
Tanto o livro quanto o meu velho (pero no mucho) professor de teoria de grupos deram uma primeira sacudida na minha vidinha de quase química quase frustrada. Saí da zona de conforto depois disso.
Pablo Fiorito e Júlio Cortazar, muito obrigada. devo muito à vocês dois.
