Estação de Caça
Aulas de Bio-qualquercoisa sempre chamaram a atenção dela. Se não acreditasse piamente que biólogos morrem de fome, ela seguiria este caminho.
A aula já estava se estendendo um pouco mais que o planejado: havia um trabalho a ser apresentado, deveria ser só aquilo e vadiagem pós apresentação.
Quando a professora finalmente parou de falar (mal) dos trabalhos, seguiram em grupo para o elevador.
Nossa personagem estava num daqueles dias estranhos em que gargalhadas e lágrimas são constantes. Estava incomodada com a frequente presença de um chato ao seu redor, mas o que poderia fazer? Já havia deixado claro dizendo "Olha, você é chato, não te quero puxando papo comigo!", mas o maldito havia achado engraçadinho e saiu rindo! Um caso típico de excesso de senso de humor.
Ao sair do elevador, seu telefone tocou. Era uma das promessas.
Ela já havia recebido uns SMSs estranhos desse indivíduo, mas achou normal, estavam se tornando amigos. O que ela não achou normal foi ter ficado vermelha ao notar de quem era a mensagem.
Um dos amigos a olhou e perguntou do que se tratava, ela riu e ficou em silêncio.
"É iniciada a estação da caça!" pensou consigo enquanto andava pela universidade em obras.
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