A Quebra do Ovo
Enfim me descubro.
Destruo o céu de estrelas, meu refúgio de outrora e vejo onde realmente estou.
Nem de longe é tão belo quanto o céu de estrelas, mas sei que posso deixá-lo belo.
Belo e palpável, como o céu nunca pôde ser.
Em meu novo cenário minhas flores serão plantadas por mim.
Eu que hei de alimentar minhas aves. Meus pés sentirão o cascalho no fundo do rio.
Não haverá nada pintado e nem espelhos.
Não haverá nada de ilusório e intocável. Nada a não ser o que sonho durante o sono.
Pouco a pouco, da minha vontade nascerão estrelas. Elas serão só o adorno de um mundo real e não a miragem que alegra o homem perdido no deserto antes de sua morte.
O bom não será superestimado enquanto o mal é oprimido, ambos terão de conviver como irmãos que sabem um do valor do outro.
Pensamento nenhum será banido e a moral do mundo não será uma regra e a vida será levada de modo que de tão completa, excessos serão desnecessários.
E então terei me encontrado por completo.
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