ANAlfabetismo
Vagando pelas ruas
Vou sem rumo e sem direção
Meus olhares contenho com pressa
Pois não trago nenhuma intenção
Meus segredos são muito dispersos
Meus diários de imaginação
Minhas horas eu passo com versos
Meus segredos se moldam, se vão
Quem me lê, o faz do modo inverso
Não me aplico a sua tradução
Já não caibo em nenhuma expressão
Não me encaixo no mundo expresso
Eu expresso um mundo em vão
.
Eu não sigo em caminho reto
Traço rumos de modo discreto
Não cultivo os meus desafetos
Sou feita de letras
E o mundo é concreto
De mim, ANAlfabetos
Marcadores: Sentidos
<< Home