Navegar
Não quero lembrar...
Eu não posso apagar os fragmentos,
Nem rasgar as folhas em que as histórias foram escritas
Não devo esperar a hora
Devo partir rumo ao incerto
Não quero voltar
Nem me despedir
Nem me acalmar
Não posso apagar as músicas que foram tocadas
Ou pixar as gravuras que foram criadas
Não devo contar histórias
Devo escrever as minhas
Devo viver o incerto
Incertezas sigo criando
Incertezas vão me guiando
Sigo louca no mar das lembranças
O meu barco é de pensamentos
Vivo-o sem poder controlá-lo
Navego contra o que é preciso
Sorrio à vida
E eis que tempestade me altera o ânimo
Não posso com minha falta de rumo
Posso apenas sentar-me aqui e fingir olhar o céu

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