5.31.2008

Olhares

Vejo o silêncio no mundo
Fazendo um baque absurdo
Sinto o desprezo selvagem
Dos muitos que vivem à margem
Seus olhos têm ar mais profundo
Que muitos que não tem coragem
Sair conquistando o mundo
Mudando o que der vontade
Menino de pele e osso
Sorriu, despertou personagem
Já finjo que tenho coragem
E digo que agirei mais tarde
No fundo sei que é mais que tarde
Meus sonhos, armadura covarde
Seus olhos, da vida a imagem

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