5.31.2008

O Cravo e a Rosa

O Cravo brigou com a Rosa debaixo de uma sacada.
O Cravo saiu ferido, e a Rosa despetalada.
A Rosa processou o Cravo por violência doméstica tomou tudo dele, descobriu que curtia ficar observando a luta das aranhas que moravam no jardim.
A Rosa arranjou uma Camélia, que lhe mostrou o outro lado do jardim, mas com o tempo começou a ficar desanimada, afinal o talo do Cravo fazia falta.
O Cravo ficou doente, a Rosa foi visitar.
Armou-se o maior barraco, porque afinal o cravo estava vivendo com a Margarida, que nos tempos da faculdade era a melhor amiga da Rosa mas sempre teve uma quedinha pelo Cravo.
Tabefes, gritos, puxões de cabelo....
O Cravo teve um desmaio.
Mas também pudera, aquelas megeras estavam deixando-no puto, foi a única forma que ele achou de fazê-las notar que ele estava ali, e tinha o direito de opinar a respeito a situação.
A Margarida perdeu as estribeiras, roubou o que o Cravo tinha conseguido reconstruir depois do primeiro divórcio e fugiu com a Camélia, que estava de saco cheio de ver a Rosa suspirando pelos cantos devido as saudades do talo do Cravo.
A Rosa pôs-se a chorar.
E tocado pelas lágrimas da Rosa, o Cravo topou voltar a viver no mesmo ramo que ela --desde que ele também pudesse assistir à luta das aranhas do jardim de vez em quando e que essa volta fosse sob o regime de separação de bens.
Moral da história: "Quem disse que é musiquinha de criança?"

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