4.24.2008

Sonho

Eu brinco com sonhos
Os jogo pros lados
Os trago guardados
Me igualo a eles
Os vejo estranhos
Às vezes mudados
Mas sempre amados
Embirrados às vezes
Os sonhos estranhos
Estavam guardados
Meio assim, pendurados
Guardados com tênis
Os peguei no escuro
Os meti bom estado
E hoje estão ao meu lado
E me servem de escudo
Só meu sonhos conhecem meu lado obscuro
Meus conceitos, o tato, o que guardo no muro

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4.22.2008

EstranhaMente

Metade da mente mente
Mete pés por mãos
Mente vazia estranhamente
Traz à tona o que se esconde pelos vãos
Traz meus sonhos encabulados
Meus risos desconfiados
Meu canto desafinado
E desenhos em papel de pão
Se me meto em minha mente
Descubro um mundo diferente
Me vejo em contradição
Não digo assim, abertamente
Mas penso incansavelmente
Vontades de imaginação

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4.12.2008

Saber Que Sei de Nada

Saber sem idéia exata
Andar sem caminho certo
Intenso sem estar mais correto
Beber brindando ao incerto
Andar na forma insensata


Conter a palavra ousada
Ousar soprando um sussurro
Mostrar de um modo absurdo
O tom de um caminho escuro

Estando com as mãos amarradas
Saber de decisões erradas
Tomar um porre no erro, recorrer ao esquecimento
O cheiro e o gosto do lamento
Um conhecer de fontes que já foram esgotadas


Vazio sussurro que não vale mais de nada

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