12.20.2007

Meninos de rumo

Conforme é mandado
Há meninos pedindo por todos os lados
A repulsa e o ódio que tenho guardado
Se encontrava num vaso que hoje foi quebrado


Há quanto tempo há tristeza a todos os lados?
Um movimento tão triste que marca quem sofre calado
A velha tristeza de dias, de ver que jogados aos lados
Estão tão sozinhos meninos, tão vivos e de olhar tão manchado
Seus olhos nas folhas tachados
Menor, infrator, muleque largado
Quem sabe se ele fosse amado
(zelado, criado e por alguém acreditado)
Não seria o homem honesto que hoje uma vidas tem salvado?
O homem de pulso que é respeitado?
Referência do mundo que vocês têm criado.

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12.07.2007

Menina da Praça

Está vendo na Praça da Volta
uma bela menina de trança
que canta e que pula, mas nunca se cansa
que não sabe dos medos que ainda há de passar?
Está vendo ao pé da calçada?
Aquela senhora que chora calada
À bela menina parece uma fada
Ela chora por todos que ousam amar.
Está vendo o homem da banca?
É simpático e tolo, mas não a engana.
Ele é mau e de noite devora crianças.
Ele fez o menino da rua chorar.
Está vendo o cachorro do guarda?
Ele parece puro, mas é só vira-latas.
Ele é bobo mas prende ladrões com as patas
Ele é belo, macio, e não pára de babar
Está vendo a menina da praça?
Ela inventa um mundo intenso em graça
é pequena e de fato nem sabe somar
Mas já sabe o tamanho e o volume do mar
Essa bela menina de trança
Que entra na roda e se faz esperança
Está sempre sorrindo e dançando a dança
Ela dança na rima ao som doce do mar
Ela é viva e é qualquer criança
É o pequeno e o puro do que nunca se cansa
de olhar o que há de belo sem se deixar preocupar
Ela está no caboclo que sabe amar
Ela é o bravo poeta que não se deixa levar
É o brando da brisa que vem refrescar
E o urro daquele que não quer aceitar
Alma leve, encanto...jeito puro de amar.

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