10.31.2007

Chuva sem Sentidos

Chove tanto ultimamente
Chove água, e chove lágrima
Chovem risos descontentes
Chovem riscos numa página
Chovem páginas em lástima
Chove tanto e sem tormento
Chove a dor sem um sentido
Chove o são contentamento
Chove riso falseado
Chove a dor que não senti
Chove um ás ao carteado
Chove o riso que parti
Chove um homem em seu amargo
Chove o nó que ele atou
Chove o laço em um sapato
e a queda que este causou
Chove o ódio e o amor
vãs palavras sem sentido
Chove hipócrita cantor
Que diz ser amor o que tem grunhido
Se uma lágrima rolou
E não te sabes bem qual o motivo
Sinta-se grato por não sentir dor
Sinta-se alegre.Sinta-se vivo
Chovem palavras
Há estiagem do riso