1.22.2007

Quem me dera em noites quentes
Que autrora tive vagas
Uma louca ser, sem medos
Muita vida em quase nada

Quem me dera em tardes livres
Quando quis pensar em nada
Um passeio pelos guetos
Loucura certa, com a mente vaga

Quem me dera ser a louca
Aquela que fez sem pensar em nada
Mente assim como a idade: pouca
Viver loucamente, sem estar errada

Afinal, o que é errado?
Quem aqui quer falar de pecado?
Quem no medo arrebenhava?
Quero aqui mostrar o medo
Que não mais tenho em segredo
De ser jovem transviada
Que não erra (não às claras)
Que alguns chamam de recatada
Que apenas acha ser
De tão reta parte errada.
(Por que não posso ser diferente em paz? É errado ter personalidade própria?)